segunda-feira, 23 de junho de 2008

Os dez erros de português

Dez erros que comprometem a vida social e as pretensões profissionais de qualquer um:

1. Houveram problemas.
'Houve' problemas. Haver, no sentido de existir, é sempre impessoal.

2. Se ele dispor de tempo.
É erro grave conjugar de forma regular os verbos derivados de ter, vir, e pôr. Neste caso, o certo é 'dispuser';

3. Espero que ele seje feliz e Vieram menas pessoas.
Dois erros inadmissíveis. A conjugação 'seje' não existe. E 'menos' não concorda com o substantivo, pois é advérbio e não adjetivo.

4. Ela ficou meia nervosa.
'Meio' nervosa. os advérbios não têm concordância de gênero.

5. Segue anexo duas cópias do contrato.
Atençao para a concordância verbal e nominal: 'seguem anexas'.

6. Esse assunto é entre eu e ela.
Depois de preposição, pronome oblíquo tônico: entre 'mim' e ela.

7. A professora deu um trabalho para mim fazer.
Antes de verbo, usa-se o pronome pessoal, e não o oblíquo: para 'eu' fazer.

8. Fazem dois meses que ele não aparece.
O verbo fazer indicando tempo é impessoal: 'faz' dois meses.

9. Vou estar providenciando o seu pagamento.
O chamado 'gerundismo' não chega a ser erro gramatical, mas é um vício insuportável. 'Vou providenciar' é mais elegante.

10. O problema vai ser resolvido a nível de empresa.
O febrão do 'a nível de' parece ter passado, mas ainda há quem utilize essa expressão pavorosa. Na frase em questão, 'na' ou 'pela' empresa são mais exatos e elegantes.